Querer fugir. Fugir sem querer.

 

Fugir parecia uma boa idéia. Sempre pareceu aliás, mas agora a idéia era agradável, atrativa, sedutora… Fugir.

Não fugir com alguém, fugir de alguém, de uma situação, de sua vida. Fugir para um lugar onde nunca ninguém ouviu falar de você. Onde você pode mudar seu nome para Juliana, Manoela, Clarice, pode mudar sua idade para menos, para mais. Pode trocar seu coração por uma garrafa de qualquer coisa destilada.

Simplesmente, fugir.

Fugir de pensamentos, de sentimentos, de sensações. De teorias, de suposições de amarguras. Fugir da desilusão, da ILUSÃO, do coração. Fugir.

Ir a um lugar onde o amor não seja tão super valorizado. Onde você não precise gostar de alguém. Ou fugir para um lugar muito ruim onde seja impossível gostar de qualquer um.

Fugir para as cidades que você leu em livros, para os países que viu em filmes, para os mundos que você viu em fotos.

Fugir para esperar, curar, tratar, esquecer. Ou fugir para lembrar sozinha. Só lembrar. Viver de lembranças. Nadar nas lembranças. Afogar-se em lembranças. Morrer de lembranças.

Esperar. Que o tempo tire a dor, a cor, o amor. Ou que deixe lá, para não crescer, nem desaparecer, mas para que esteja sempre lá.

Fugir para conhecer pessoas novas, idéias novas, sensações novas, sentimentos novos. Para poder chorar sem perguntarem o porquê. Para poder beber sem ajudarem você. Para deitar na rua e olhar lua sem saber qual vai ser o próximo local de fuga. Mas sempre sabendo que, assim que a dor vier novamente, você vai fugir.

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