Feliz aniversário

@ponchohd Al final, nuestro caso no es distinto de otros casos que acabaron mal y debo confesar que aunque sufrido ya, las noches que no estés… Sufriré aún más.

Eu seria capaz de listar todas as vezes em que a palavra que povoava a minha cabeça era “aproximar-se”. Eu posso encontrar jogados por páginas na internet, algumas vezes até com a autoria roubada, textos que eu gostaria que fossem lidos por uma única pessoa.

Não sou uma pessoa de múltiplos talentos e meu maior defeito é minha dificuldade de expressar meus sentimentos pessoalmente.

Mas eu posso escrevê-los de tal forma como os sinto.

Se por muitos anos eu pensei em como me aproximar, já há um bom tempo eu tento me afastar. Começando por coisas completamente banais, registros em computadores, bilhetes jogados no quarto, folhas de diários. Passando por coisas mais complicadas como não pronunciar o nome, não conversar a respeito, não procurar saber o que está acontecendo.

Mas durante todo esse tempo a única coisa, além do próprio sentimento, que eu não consegui retirar foi uma foto. Uma pequena e amassada foto, quase sem cor, quase sem sentido, que eu deixo sempre dentro da bolsa. Já tentei por várias vezes jogá-la fora. Em vão. É apenas um papel com uma imagem reproduzida. Um presente de uma amiga. Mas não consigo me desfazer dela.

Porque por traz de tal foto há um sorriso. Um sorriso que jamais vi, que não é para mim, e que na minha concepção jamais verei. Não por tentar ser dramática ou algo assim, mas depois de algum tempo as tentativas, a esperança, a coragem desvanecem… Como um coração de papel na água por muito tempo.

E por mais que a foto não seja olhada todos os dias, que eu já acredite que já estou bem melhor que antes, por mais que eu tenha a falsa ilusão de que estou curada, quando chega o dia vinte e oito de agosto alguma coisa dentro de mim fica me chamando atenção. Como se milhares de pequenas agulhas saíssem de meu coração.

Pode ser que quando eu olhe nas estrelas o meu pedido não seja mais você. Mas toda a vez que olho para o céu, com estrelas, sem estrelas, com a lua, sem a lua, de noite, de dia, é você que aparece.

É como se cada vez que eu me afastasse eu começasse a perceber seu rosto na face de outras pessoas, sua voz na fala de outras pessoas, seu sorriso em papéis quase rasgados dentro de uma bolsa.

Eu posso dizer com certeza que há dois anos, três meses e dezoito dias eu guardo alguma coisa dentro de mim que um dia eu chamei de saudade. Embora eu tenha absoluta certeza de que não uma pessoa não pode ter saudade de algo que nunca viveu.

E nunca vivi de fato. Mas isso sempre viveu dentro de mim.

Não espero um abraço, um olhar, não espero mais me aproximar. Não espero uma palavra, um agradecimento, para falar a verdade eu não espero nem que você o leia mais.

É como se eu escrevesse para um amigo imaginário ou um fantasma em meus sonhos.

Eu não quero uma resposta, não quero que você olhe para a mesma estrela que eu olho todas as noites, não quero que você veja meu rosto refletido no céu, e também não quero mais ver o seu. E pode ser que algum dia, uma força maior me permita tirar essa maldita foto que tenho em mãos nesse exato momento. Pode ser que eu me convença de que não é possível manter sentimentos por alguém tão distante que nem sabe quem você é.

Mas se há uma única coisa que eu não tirarei do coração é a vontade maluca de que você seja feliz, a pessoa mais feliz do mundo, que distribua abraços a quem ama, que seja abraçado quando precise, que morra de amores por qualquer pessoa numa dessas esquinas da vida.

Porque depois de tanto tempo esse estranho sentimento que cresceu dentro de mim, não pode mais ser chamado de amor. Um dia, quando alguma pessoa inventar um nome para isso, talvez eu possa explicar a você, porque acreditar em destino, quando a tarefa dele é fazer com que duas pessoas nunca se encontrem.

Feliz aniversário Alfonso.

Carolina Ruedas.

 

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