2011 will be my bitch.

Último post do ano. É…

Eu estou desde o natal pensando o que fazer nesse tal último post do ano. Pra falar bem a verdade odeio datas comemorativas marcantes. Isso para um tumblr, ou melhor, para o meu tumblr, não faz sentido  uma vez que ele foi feito para registrar só as coisas que não tem importância.

No balanço total, foi um bom ano. Passei em uma universidade pública, deitei (MESMO) no carnaval, conheci amigos geniais (literalmente) fiz uns bicos para conseguir dinheiro, me joguei no rodeio, conheci um cara, me apaixonei pelo cara, fui atrás do Christopher Uckermann só porque minha melhor amiga gosta dele, quase matei uma pessoa da produção quando não quiseram deixar minha irmazinha ve-lo. Enfim… Fui até um aeroporto escondida procurar Alfonso. Me matei procurando Alfonso, não consegui nada com Alfonso. Fui atrás da Anahi. Me matei, gastei dinheiro, corri feito louca, iludi o cara da produção e consegui o que queria. Voltei, conheci o amigo do idiota. Comecei a sair com o amigo do cara. Comecei a gostar do amigo do cara. Parei de sair com o amigo do cara. Comecei o melhor emprego da minha vida, sai do melhor emprego da minha vida. Brinquei, dancei, chorei, bebi, dei pt, conheci um lado acolhedor do meu pai que eu não conhecia. Alguém que só me ajudou quando fiz coisa errada. Cantei,votei, ajudei, chorei,errei, sorri, gargalhei, chorei de rir, perdi a virgindade, perdi a vergonha, perdi tudo, menos o juízo. Comprei presente para os meus pais, fiz festa para amigas, briguei com amigas, fiz as pazes com amigas. Ganhei uma cachorra, minhas gatas fizeram um ano, meu avô ganhou um computador e hoje conversa comigo pelo msn, meus avós fizeram bodas de ouro and now… I’m here.

I’m just here. Waiting for a next year.

Porque o ano seguinte sempre promete. Porque no final de tudo o balanço total de todos os anos de sua vida é bom. Porque não é possível que no final de 365 dias, você não tenha UM que tenha valido a pena. E se você teve, pode ter certeza, que os outros 364 perdem COMPLETAMENTE o valor perto dele.

Feliz 2011. Que venha com saúde, com vontade, com sorte, com amor, com paz. Que você cause, se divirta, sorria, se machuque, machuque, peça perdão, PERDOE mesmo que não peçam perdão, LEIA…

Hey 2011, are you gonna be my bitch?

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A partir do dia vinte de dezembro

renovam-se as esperanças.

Você se preocupa menos com problemas que te preocuparam o ano todo. Você ainda sofre por coisas que aconteceram, mas a vontade de mudança é maior que isso.

É aquela sensação de “feliz natal” que vem seguida do “feliz ano novo” e que você espera que seja realmente feliz.

Porque nada é tao insuperável quanto parece. Do dia 31 de dezembro pro dia primeiro de janeiro há uma grande distância a ser percorrida.

E é agora que eu me desapego dos antigos valores, para que eles fiquem por aqui. Nesse ano. Sozinhos… Solitários…

Outro dia…

Outro dia eu estava andando pela rua e reparei em um casal lindo de velhinhos juntos. Vou confessar que quando vejo coisas assim uma pontinha de inveja dói no fundinho do meu coração. Então eu lembrei que meus avós são lindos juntos. Mas eles se conheceram em outros tempos e para a relação deles fluir mesmo, ela foi absolutamente submissa.

A família do meu pai é repleta de divórcios e separações, meus pais fazem parte dos cinquenta por cento ainda casados da família. Já, na parte da minha mãe existem os mais diversos casais. O que foi forçado e deu muito certo, já que minha tia casou grávida com dezesseis anos, mas hoje vivem super bem e são um casal lindo. O casal que foi lindo enquanto durou, já que meu tio faleceu. O casal exemplo, que é meu tio (único homem da família) com a japonesa mais FOFA que eu conheço que tem o filho mais FOFO e educado do mundo. O casal de um só, da minha tia com ela mesma, que dá muito certo já que ela é a pessoa mais bem sucedida da família e ainda cuida da vovó e do vovô. E o casal estranho. Que são meus pais. Estranhamente perfeitos um para o outro. Estranhamente incompatíveis um com o outro.

O último cara que eu saí me fez acreditar em coisas do estilo “quando um cara diz que ama só aquela menina você acha que ele está falando a verdade? Não, ele está mentindo, você não prefere que eu diga a verdade?” No thanks, chifres bem feitos permanecem vivendo passivamente entre os casamentos até hoje, não tente mudar isso cara.

Btw, voltando ao casal. Ela sorria para ele e eu pensei comigo mesma como devia ser MARAVILHOSO ser como eles. Então me veio na cabeça o que o cara me disse. Será que ele traia ela com outra velhinha no baile da terceira idade? Será que em casa ele mandava ela para a cozinha e não a deixava ver novela? Será que ela era uma Argentina sequestrada mantida em cativeiro permanente?

Melhor parar por aqui.

Eu acho que o amor não é exatamente amar uma única pessoa no mundo , só pensar nela e ser fiel a ela. Amor é querer o bem do outro em todos os momentos da vida e fazer de tudo para que ele não sofra. E então, quando brigarem e cada um pegar sua malinha e ir pra um hotel. Sentir falta desse lance imperfeito e idiota e querer voltar. Sem explicação.

Minhas sinceras desculpas, velhinhos.

Quando eu ficar velha eu espero viver uma relação assim, embora não descarte a hipótese do cativeiro permanente.

liberdead

Eu queria saber o que tem de errado em ser assim. O que tem de errado em ter quase vinte anos e gostar de filmes de princesa e confiar plenamente nas pessoas até que se prove o contrário. Ou então em acreditar no amor em todo lugar do mundo. Em visualisar o amor em todas as pessoas até mesmo naquelas que é obvio que não existe. Eu queria saber o que tem de errado em achar que um dia vai aparecer um cara por quem eu vou me apaixonar e que também vai se apaixonar por mim e que não vai querer que eu mude um milímetro de mim mesma. Alguém que seja feliz em gostar de mim e que não tenha a necessidade de gostar de outras pessoas.

Queria entender por que hoje em dia as pessoas banalizam sentimentos. Por que elas acham que sabem o que é melhor para você. Por que elas te pedem para mudar. Por que elas te vendem a vida maravilhosa delas para que você de adapte a isso e seja feliz.

Eu só queria saber qual é essa liberdade que prende as pessoas em um mundinho mediocre onde os sentimentos não tem valor e todo mundo quer só viver de diversão.

“Retirar das pessoas o melhor que elas tem para que você acrescente isso em sua vida, criar experiências.” Pessoas não são coisas. Você não pode retirar delas nada a seu proveito. Você precisa COMPARTILHAR com elas.

 Ninguém troca um coração por uma garrafa de vodka. Maturidade não se mede com o quanto você se importa e apanha da vida. E sim com o que você valoriza NA VIDA.

 Então não importa se um, dois, trezentos caras já te machucaram. Se nenhum deles foi real o suficiente pra te fazer sentir bem e estar só do seu lado. Não importa se você só encontra pessoas estranhas que precisam suprir carência o tempo todo com outras pessoas. Você não pode deixar de acreditar. Você não pode mudar por eles.

Eu sei que permanecendo assim eu ainda vou sofrer muito. Ainda vou chorar muito. Ainda vou sentir muita saudade de gente que não se importa. Mas a real… É que quem não se importa, quem diz que aproveita a vida, quem nada em liberdade… um dia se afoga nela.

Felicidade não é um conceito. É um estado. E sinceramente. Não acredito que pessoas assim sejam felizes.

Quando você chorar é só respirar fundo e lembrar, que não é você quem está sofrendo mais. E sim quem não tem pelo que sofrer. Pessoas vazias…

Se isso é sinal de maturidade.

Eu realmente prefiro ser uma menininha até meus noventa anos.