Outro dia…

Outro dia eu estava andando pela rua e reparei em um casal lindo de velhinhos juntos. Vou confessar que quando vejo coisas assim uma pontinha de inveja dói no fundinho do meu coração. Então eu lembrei que meus avós são lindos juntos. Mas eles se conheceram em outros tempos e para a relação deles fluir mesmo, ela foi absolutamente submissa.

A família do meu pai é repleta de divórcios e separações, meus pais fazem parte dos cinquenta por cento ainda casados da família. Já, na parte da minha mãe existem os mais diversos casais. O que foi forçado e deu muito certo, já que minha tia casou grávida com dezesseis anos, mas hoje vivem super bem e são um casal lindo. O casal que foi lindo enquanto durou, já que meu tio faleceu. O casal exemplo, que é meu tio (único homem da família) com a japonesa mais FOFA que eu conheço que tem o filho mais FOFO e educado do mundo. O casal de um só, da minha tia com ela mesma, que dá muito certo já que ela é a pessoa mais bem sucedida da família e ainda cuida da vovó e do vovô. E o casal estranho. Que são meus pais. Estranhamente perfeitos um para o outro. Estranhamente incompatíveis um com o outro.

O último cara que eu saí me fez acreditar em coisas do estilo “quando um cara diz que ama só aquela menina você acha que ele está falando a verdade? Não, ele está mentindo, você não prefere que eu diga a verdade?” No thanks, chifres bem feitos permanecem vivendo passivamente entre os casamentos até hoje, não tente mudar isso cara.

Btw, voltando ao casal. Ela sorria para ele e eu pensei comigo mesma como devia ser MARAVILHOSO ser como eles. Então me veio na cabeça o que o cara me disse. Será que ele traia ela com outra velhinha no baile da terceira idade? Será que em casa ele mandava ela para a cozinha e não a deixava ver novela? Será que ela era uma Argentina sequestrada mantida em cativeiro permanente?

Melhor parar por aqui.

Eu acho que o amor não é exatamente amar uma única pessoa no mundo , só pensar nela e ser fiel a ela. Amor é querer o bem do outro em todos os momentos da vida e fazer de tudo para que ele não sofra. E então, quando brigarem e cada um pegar sua malinha e ir pra um hotel. Sentir falta desse lance imperfeito e idiota e querer voltar. Sem explicação.

Minhas sinceras desculpas, velhinhos.

Quando eu ficar velha eu espero viver uma relação assim, embora não descarte a hipótese do cativeiro permanente.

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