Sapo bom é sapo morto

Eu andava meio irritada em relação a coisas que podem mas não são, que puderam mas não foram, que poderão mas não serão.

Eu chorava meio ressentida quando percebia que algumas coisas pelo contrário não puderam e não foram, não podem e não são.

Sabe, a ideia pra mim nunca foi um cara para colocar num potinho. Eu não procurava o mais bonito, o mais legal, o mais inteligente. Talvez por achar que ‘os mais’ não eram pra mim. Mas se você quer saber no final eles eram sim. Os mais idiotas, os mais insensíveis, os mais falsos, os mais cruéis.

A gente tem mania de categorizar todo mundo que fez a gente sofrer e simplesmente esquecer quem a gente fez sofrer (as vezes a gente nem percebe que fez alguém sofrer).

Se eu dissesse que não acredito no amor seria meio ridículo, uma vez que quando chega dezembro e eu assisto aqueles filmes da sessão da tarde eu acredito até em papai noel. (sério).

Mas eu não sei se ‘to aí’ pro amor. Não sei do verbo não saber mesmo, porque eu nunca tive um “amor”. Alguém por quem valesse a pena enfrentar o pai, apresentar pra família, mudar o status do perfil no site de relacionamento. Pode ser que eu idealize muito o tal do amor, ou que as pessoas banalizem muito o coitado.

De fato eu encontrei muitos sapos na minha vida. Sapos que se faziam de príncipes. Sapos que eram sinceros demais. Sapos que eram infantis demais. Sapos despreocupados demais. Sapos com muita maconha na cabeça. Sapos sem cabeça. 

O que não da pra negar é que eu encontrei alguns príncipes por aí também. Príncipes lindos de morrer mas que eram burrinhos tadinhos… Príncipes feios de viver mas eram extremamente inteligentes. Príncipes lindos e inteligentes mas que grudavam mais do que chiclete. Príncipes comprometidos. Príncipes metidos.

Pelos sapos eu sofri. Para os príncipes eu menti.

E eu não tenho coragem de encher a boca pra falar “eu quero um amor”.

Porque foi a ausência dele (em versão masculina que você pode beijar e abraçar quando quiser) que me permitiu ser mais amiga, estar mais com a minha família, sair pra balada todo final de semana, correr atrás de artista…

Eu não sei se estou pronta pra abrir mão dessa minha liberdade.

Confesso. Muitos desses grilos vem porque alguém(ns) lá atrás me fez chorar. E que talvez se eu tivesse dado uma chance pra um daqueles príncipes eu teria alguém para colocar no relacionamento sério do facebook.

Mas quer saber? Não era o MEU alguém.

Eu não vou sair feito louca procurando um rolo/namorado/amante/marido. Eu me dou ao direito de ficar na minha e esperar. Eu me dou ao direito de não ter que tomar iniciativa nenhuma. Eu me dou ao direito de ser uma princesa até quando eu quiser ser. 

Porque eu sei, que quando o tal do amor chegar MESMO eu vou ‘estar aí’ pra ele e ele vai estar aí pra mim.

Mas uma coisa é certa,

sapo bom é sapo morto ou compro(metido).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s