O caminho

 

Não tem muito tempo da época que eu procurava ser importante para as pessoas no geral. E que eu queria mais especificamente ser importante para um cara. E eu queria que ele me achasse importante de um jeito que ele não achava as outras meninas. Quer dizer, ele poderia até me achar importante, mas eu não curtia porque ele achava eu e mais umas cinco importantes e as vezes alguma delas era mais importante que eu.

Então eu fui entrando em um túnel de quase relacionamentos que não deram certo e cada vez que eu passava por um deles a minha confiança caia e caia e caia. E até quando eu não tinha mais confiança nenhuma eu continuava ali sem sair do túnel e sem ver a luz no final dele. Até que um dia eu meti a cara na parede. Era o fim do túnel. E não dava pra continuar andando para frente. Era hora de voltar.

Voltar porque eu tinha feito alguma merda ali atrás que não tinha dado certo. E eu ficava por horas pensando com qual dos caras que eu tinha feito a merda e talvez fosse a mesma merda com todos. Mas o caminho era inverso. Eu não via os caras de frente como costumava ver, eu via de costas. E pelas costas a gente consegue enxergar toda a insegurança que eles tem, todas as ideias mascaradas que antes pareciam incríveis e naquele momento estavam ridículas, todas as mentiras que eles contavam para eles mesmos e cada pedaço de confiança que caía deles grudava em mim.

E eu fui retomando pouco a pouco a confiança que eu tinha perdido no meio do caminho e aquela que caía das pessoas que eu sentia que tinham me feito mal.

Eu parei de me importar se eu era importante para os outros porque a partir desse momento eu importava para mim.

E não foi nenhum cara que me fez entender isso, não foi uma conversa longa e esclarecedora que me deu o rumo. Fui eu sozinha. Eu com a minha própria cabeça.

E meus sonhos voltaram a aparecer para mim no meio do caminho. Eu comecei me importar com o que eu ia fazer PARA MIM. Com o que ME deixaria feliz.

Então não é porque a gente ta no fundo do túnel, com a cabeça rasgada de tanto bater na parede, com as lembranças dos caras que não deram certo ecoando o tempo todo, sem enxergar luz nenhuma, que vai aparecer do nada um cara que vem do começo do túnel com uma luz te buscar.

A única pessoa que iria até o fim do túnel, do poço o qualquer seja a metáfora que você queira, por você é VOCÊ. E você é a única pessoa por quem vale a pena voltar.

E a volta, sinceramente, é muito mais gostosa do que a ida

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