Eu to cansada do mundo querer me enfiar um namorado

goela abaixo igual mãe que quer obrigar o filho a comer salada.

Porque eu nunca precisei de ninguém para o meu coração bater.

E porque eu me sinto auto-suficiente em relação a felicidade e eu mesma não sabia disso quando há uns dois anos atrás eu ouvia tanto o que os outros diziam.

Eu ficava tão sufocada com tanta gente me perguntando quando eu apresentaria meu namorado ou dizendo que era um absurdo eu não ter um namorado sendo tão bonita e inteligente ou que um namorado nunca permitiria que eu me sentisse solitária, que quando eu saia com um cara eu já imaginava quantos dias nós teríamos que sair para ele me pedir em namoro. E ele não pedia.

E eu ficava horas chorando tentando entender porque nenhum cara me queria, porque todos mentiam para mim. Eu queria encontrar o que tinha de errado comigo. Mas não tinha nada de errado comigo. O mundo está errado. O mundo SEMPRE FOI errado.

Porque o dia dos namorados não é nada senão um dia qualquer entre a páscoa e o natal para vender coisas e eu não vou ser menos especial no dia dos namorados só porque eu não tenho um.

Eu não estou dizendo que esnobo o amor. É muito pelo contrário: eu transbordo amor. E as vezes ele acaba indo para direção errada, atingindo pessoas erradas com tanta força que faz cair as máscaras dos príncipes que se mostram sapos feios e verdes.

E ele fica lá pra sempre. Esse amor não volta porque talvez as pessoas que ele atingiu precisem mais dele do que eu. Porque dentro de mim existe uma grande fábrica de amores que vai continuar soltando amor para os lados errados até acertar. E quando acertar vai voltar um outro tipo de amor, aquele que eu não consigo produzir sozinha ainda, mas que um dia eu vou conseguir.

Mas não é um namorado para por no facebook que vai me trazer isso. Não são fotos de falsa felicidade que vão me trazer isso. Não vai ser uma pantufa do taz no dia dos namorados que vai me trazer isso.

Eu não quero alguém vazio. Eu quero alguém cheio. Cheio de algum amor que não seja o meu. Mas enquanto esse alguém não aparece, eu estou cheia.

Cheia de sonhos, cheia de alegria, cheia de vontade de conhecer novas pessoas que sempre vão me acrescentar alguma coisa, cheia de amor de pai, de mãe, de irmão de amigo, de avos, de tios, de primos, de maridos ídolos imaginários.

E pessoas cheias não precisam da metade da laranja, da tampa da panela, da cereja do bolo… Porque pessoas cheias já são completas.

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