O que eu ainda não aprendi

Faltam 5 dias para o meu aniversário de 21 anos e eu ainda não aprendi a nadar. Não aprendi a dar estrelinha, não aprendi a assoviar e nem a gostar de pizza. Mas aprendi a comer a pizza pelos momentos que ela proporciona entre as pessoas e de qualquer forma a pizza me ensinou que as vezes você pode não gostar tanto de uma coisa mas passar por ela te traz tantas outras que valem a pena.

Eu não aprendi a cantar. Não aprendi a dançar sem parecer uma gazela. Mas aprendi que não importa a música que toque, se você se deixar levar pelo ritmo dela alguns momentos tornam-se menos dolorosos do que parecem.

Com quase 21 anos eu ainda não tenho certeza se eu gosto mais de ler  ou de escrever. Eu não consegui aprender se é melhor nos livrarmos  de algumas coisas que engasgam nossas vidas colocando-as no papel ou agregarmos através da leitura o que falta para completar nossos pequenos vácuos internos. Mas eu entendi que ambas coisas precisam estar presentes na minha vida.

Eu aprendi que algumas pessoas se importam menos do que as outras. E que as pessoas que se importam demais enlouquecem ao mesmo tempo que as pessoas que se importam de menos nunca saem do lugar. Mas eu não aprendi a lidar com as minhas próprias doses de importâncias e por muitas vezes eu dou muito mais importância as pessoas que não se importam quase nada comigo, do que as que se importam ao menos o suficiente.

Eu não aprendi a não sentir saudade das pessoas. Mas aprendi que a distância uma hora acomoda e que “esquecer” alguém é simplesmente lembrar sem sentir dor.

Eu aprendi a acreditar que as pessoas boas, quando fazem o bem sem se importar com o que vão receber, recebem o melhor. E aprendi que não importa a dificuldade, eu consigo passar por ela. Mas não aprendi a não ter medo.

E eu ainda tenho medo do escuro, do novo, do mundo real, de barata, de zoológicos, de envolvimentos, de desenvolvimentos, de términos, de inícios, de inveja, do ódio, do amor.

Mas eu aprendi que ter medo não significa que eu não tenha coragem e que eu não possa enfrentar todos eles quando precisar. E eu aprendi que o mais importante de tudo é que nenhum deles me derruba pra sempre e que é muito fácil se recuperar.

Mas o mais importante que eu aprendi até agora. É que o único jeito de se aprender a viver, é vivendo.

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