Eu sou do tipo de pessoa

independente. Que consegue falar Português, Inglês, Espanhol e Francês. Que sabe tudo o que deve fazer para dar os primeiros socorros. Que tem decorados todos os estados e capitais do Brasil. Que sabe pegar um avião se for preciso, mas conhece praticamente todas as linhas de ônibus de três capitais e é excelente para decorar caminhos. Que sabe fazer crianças pararem de chorar. Sabe cozinhar um montão de coisas. Vai a igreja todo domingo. Faz caridade esporadicamente. É amigável com todo mundo, até com quem costuma ser grosseiro ou cafageste. Gosta de brigadeiro como qualquer boa menina. Vez ou outra enche a cara de tequila, em ambientes seguros, com pessoas de confiança. Gosta das princesas da Disney. Sabe matemática apesar de fazer letras. Sabe dar conselhos. É excelente cupido. Excelente companhia para shows e uma tiete de primeira! Faz amizade com a produção e ainda vai pra casa com chocolate do camarim. É muito boa com equipamentos eletrônicos, mexe em celulares como se fossem a coisa mais simples do mundo. É uma boa filha, uma amiga razoável, uma aluna exemplar.

Eu sou do tipo de pessoa que sabe fazer e lidar com tudo isso. MENOS COM A MERDA DOS MEUS SENTIMENTOS.

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Quando um laço se rompe

eu percebo o quando sou hipócrita. E que na verdade todos os meus textos motivacionais não ligando pra nada e me considerando “the boss” na verdade são palavras soltas e sem significado.

Porque a primeira coisa de que eu me lembro quando um laço se rompe é de como isso dói e parece que não vai passar nunca. E a segunda é que eu sabia que ia doer desde o começo, mas de novo eu fui lá e tentei.

E nesses momentos eu nunca sei como eu fui capaz de tentar novamente e correr o risco de sentir essa dor novamente. É como se eu colocasse a mão no fogo uma vez a cada dois anos para ver se queima.

E a minha receita de recuperação para laços rompidos (qualquer coisa que tenha álcool e festas) não funciona mais. Porque eu to cansada de encontrar na rua pessoas vazias e porque eu me vejo incapaz de confiar em qualquer pessoa.

Parece egoísta da minha parte querer um laço que não se desfaça. Um laço forte e bonito. Porque por mais que seja perfeito, um lado de sentimento não da conta de um laço todo.

E eu me pergunto o tempo  todo ” como pode a gente sentir alguma coisa desse tamanho sozinha?”. Como pode uma coisa com essa força só atingir uma parte do laço?

Eu fico triste por todos os laços que já se romperam, mais por esse em especial,já que a fita final fui eu quem puxou. Porque laços se formam com duas pontas apenas, mas a outra ponta preferia revezar com outras pontas a atenção que dava pra minha.

Quais sejam as circunstâncias, não muda que dói demais quando um laço se rompe. E a minha fitinha, mais uma vez, ta bem guardada. Por tempo indeterminado.